O grupo ArquibaVasco protocolou uma representação no Procon Carioca questionando cobranças realizadas na venda de ingressos para partidas do Vasco da Gama. A iniciativa foi apresentada esta semana pelo conselheiro Bernardo Silveira e tem como alvo a empresa Eleven360 Tecnologia da Informação LTDA, responsável pela plataforma Eleven Tickets, utilizada pelo clube para comercialização dos ingressos para jogos.
Segundo o documento encaminhado ao órgão de defesa do consumidor, a principal reclamação envolve a cobrança da chamada taxa de serviço, que pode representar cerca de 10% do valor do ingresso, além de uma taxa de processamento de R$ 1,98 aplicada em todas as compras. O grupo argumenta que essas cobranças são impostas e nem sempre aparecem de forma clara desde o início da operação, o que dificultaria ao torcedor conhecer o valor final da compra.
Diante da denúncia, o Procon Carioca notificou oficialmente a empresa e concedeu prazo de dez dias para que sejam apresentados esclarecimentos sobre as cobranças e o funcionamento da plataforma.

Na representação, o ArquibaVasco pede explicações sobre a finalidade das taxas, os critérios utilizados para definir os valores cobrados e quais serviços efetivamente são prestados ao consumidor em troca desses pagamentos. O documento também questiona em qual momento da compra essas informações são apresentadas ao torcedor e se existe alguma alternativa para adquirir ingressos sem a incidência das cobranças adicionais.
O grupo sustenta que a prática pode contrariar princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor, como transparência, informação adequada e equilíbrio nas relações de consumo. A avaliação apresentada é que custos operacionais não deveriam ser automaticamente repassados ao público sem justificativas claras.
Além da discussão sobre os valores cobrados, o ArquibaVasco afirma que a iniciativa busca ampliar o debate sobre o acesso da torcida aos estádios e sobre práticas que, na avaliação do grupo, contribuem para encarecer a presença do torcedor nas arquibancadas.
Caso as respostas apresentadas não sejam consideradas satisfatórias, o grupo defende medidas como a retirada das cobranças consideradas abusivas, maior transparência no processo de venda e a criação de alternativas de compra sem taxas adicionais. Para o movimento, o torcedor deve ter acesso claro às informações e condições justas na aquisição dos ingressos.
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