O mercado de trabalho brasileiro alcançou 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS Mensal) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o país criou 2,17 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, avanço de 3,6%, com destaque para o crescimento da participação de jovens e mulheres.
Os trabalhadores entre 18 e 24 anos lideraram a expansão do emprego formal. Em um ano, essa faixa etária registrou aumento de 1,21 milhão de vínculos, crescimento de 18,9%. Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o resultado mostra maior inserção da juventude no mercado formal.
“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A RAIS mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, afirmou.

O levantamento também aponta crescimento do emprego entre as mulheres. O número de trabalhadoras com carteira assinada chegou a 28,6 milhões, alta de 4,7% na comparação anual, acima do crescimento registrado entre os homens, de 2,7%. Com isso, a participação feminina nos vínculos formais atingiu 46,1%.
A remuneração média também apresentou aumento. Entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, crescimento de 2,1%. O setor de serviços concentrou a maior parcela desses rendimentos, com aproximadamente R$ 155 bilhões em dezembro e remuneração média de R$ 4.986.
Regionalmente, os maiores avanços percentuais ocorreram nas regiões Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%) cresceram abaixo da média nacional. Em números absolutos, Minas Gerais registrou o maior saldo de empregos formais em 2026, com 271.248 novas vagas, seguido por São Paulo, com 148.483.
O Ministério do Trabalho e Emprego também informou que cerca de 37,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada cumprem jornadas superiores a 41 horas semanais. O dado foi divulgado em meio à tramitação, no Senado, da proposta que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e abre caminho para o fim da escala 6×1.
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