Encontro na Petróleo Music, também reforça a permanência do vinil como elemento central da cultura hip-hop
Mesmo com o domínio das plataformas de streaming no mercado da música, o disco de vinil segue movimentando cifras e mantendo espaço dentro da indústria cultural. Em 2025, o formato ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em receita nos Estados Unidos, segundo dados da Recording Industry Association of America, mostrando que o interesse pelo consumo físico continua forte, especialmente entre colecionadores, DJs e públicos ligados à cultura musical.
Foi nesse contexto que a rapper Stefanie realizou o lançamento em vinil de “Bunmi”, em um encontro promovido na Petróleo Music, em parceria com a Noize. A tarde reuniu fãs, amigos e pessoas ligadas ao hip-hop em uma sessão de autógrafos marcada pela circulação de discos, conversas e trocas sobre música e memória.

Para Stefanie, o vinil está ligado às primeiras referências afetivas da infância. A artista relaciona o formato às lembranças de ouvir discos ao lado da mãe e ao hábito de dedicar tempo à escuta de um álbum inteiro, observando capas, encartes e a proposta construída pelo artista.
A relação com os discos também foi ampliada pela convivência com o irmão, DJ e colecionador. Segundo ela, foi nesse contato que passou a compreender o peso histórico do vinil dentro do hip-hop, principalmente no rap, onde técnicas como sampling e scratches ajudaram a moldar a linguagem da cultura.

O lançamento marca ainda a celebração de um ano de “Bunmi”. Stefanie comentou que viver uma sessão de autógrafos com um trabalho próprio era algo distante no início da trajetória artística. A artista também destacou o significado simbólico da data coincidir com o aniversário de Enésimo, citado por ela como alguém importante para sua formação dentro da cultura hip-hop.
No disco, Stefanie aborda temas ligados aos desafios da vida artística, às dificuldades enfrentadas por mulheres no rap e ao etarismo presente no meio musical. A artista afirma que o trabalho parte de experiências pessoais e busca discutir a continuidade dos sonhos mesmo diante de limitações sociais e profissionais.
Em um ambiente cada vez mais acelerado pelo consumo digital, o formato segue associado à experiência coletiva da música, à pesquisa sonora e à preservação de memória dentro da cultura DJ e do rap.

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